Programas de Milhagem: 9 coisas que você precisa saber

Muita gente perde muito dinheiro ignorando os programas de milhagem. Parece um bicho complicado e realmente poderia ser mais fácil. De qualquer forma, vale a pena continuar lendo e entender um pouco mais…

Programas de milhagem parecem um bichos de 7 cabeças e as companhias (principalmente as brasileiras) não se esforçam para simplificar. Porém, ignorar suas milhas, é parecido com rasgar dinheiro!

Quer dizer, na verdade é igual rasgar dinheiro…

Vamos a alguns fatos sobre os planos de milhagem…

#1 – Programas de milhagem valem a pena, cadastre-se!

É quase óbvio, mas precisa ser dito. Você não paga mais barato por não acumular milhas e também não paga nada para se cadastrar no plano de milhagem. Então por que não?

Cadastre-se em todas!

2 – Um voo internacional gera milhas suficientes para um voo nacional

Este ponto é para mostrar como os programas de milhagem efetivamente valem a pena! Se você fizer um voo para os EUA, Europa etc. dependendo do tipo de tarifa que você comprou, as milhas geradas são suficientes para resgatar um voo nacional, ida e volta.

É fácil? É sempre?

Não. E não.

Mas é quase certo que sejam milhas suficientes para ao menos um trecho nacional, o que já é excelente.

3 – Você só consegue pontuar se você se cadastrar no programa de milhagem ANTES de voar

Já falei com muita gente que não pontuava e me perguntou: “mas eu não consigo me cadastrar agora?”

Claro que consegue, pode se cadastrar a qualquer momento, mas só vai poder pontuar nos voos posteriores ao seu cadastro.

Se você já tiver cadastrado, o ideal é colocar o plano de milhagem já no seu check-in, para facilitar o trâmite. Se esquecer, ainda tem algum tempo depois do voo, mas fique atento, cada programa tem uma regra diferente e não pode demorar muito!

#4 – As milhas expiram

Decolando do aeroporto de Dubai com a Emirates
Decolando do aeroporto de Dubai com a Emirates

É importante ficar de olho e tentar concentrar as milhas em um único programa (ou em menos programas possíveis), assim poderá resgatar as passagens mais rapidamente.

O prazo para expirar depende da sua categoria (básico, gold, platinum etc.). Mas se você está começando agora, normalmente suas milhas expirarão em 12 meses. E quando você evoluir nas categorias, elas passarão a durar mais.

Alguns planos gringos tem milhas que nunca expiram, ou que nunca expiram desde que você continue pontuando. Voei com a Emirates para o Sudeste Asiático em 2014 e tenho 12500 milhas eternas lá. As brasileiras, sempre tem um prazo.

Toda vez que a sua milha expira, a companhia do Programa de milhagem abre um sorriso. É o dinheiro mais fácil que eles ganham!

#5 – Resgatar milhas é sim possível, vale muito a pena, mas é verdade: dá trabalho

Não é o processo de resgate que é difícil (a maior parte das vezes você consegue fazer online).

Mas para achar passagens “baratas”….

É preciso tentar se planejar com antecedência e monitorar os preços – assim como você faz com as passagens aéreas. Com a dificuldade que você não consegue colocar alertas como faz no Skyscanner… Vai precisar ficar consultando todo dia mesmo!

#6 – Não é poque uma passagem aérea está cara, que vai ser caro resgatar com milhas

Nas pesquisas para minhas próximas ferias, vi um trecho que estava custando R$ 3.300 pela American Arlines. No programa Aadvantage eu compraria por 45 mil milhas. Seria excelente negócio, mas decidi ir por outro caminho.

Então sempre pesquise os dois… Tanto com dinheiro, como com milhas.

#7 – Programas brasileiros são mais voláteis e sem regra que os gringos

Ou seja, se eu entrar na Aadvantage, sei que vou encontrar 30, 57,5, 75 ou 130 mil milhas para o um trecho para Nova Iorque. Isso vai depender do dia, sazonalidade e disponibilidade.

Por outro lado, quando entro na Smiles, é sempre uma surpresa! Pode 40 mil, 42 mil, 53 mil, 49, 72, 190, 140… É uma bagunça!

Tem ônus e bônus, principalmente nos voos nacionais.

Na Aadvantage ou na Mileage Plus (da United Airlines), sei que consigo pegar um trecho por 10 mil. É padrão. Simples, fácil. Mas, por outro lado, a Smiles (ou o Multiplus) tem algumas promoções, e que se eu der (muita) sorte, posso pagar 5.000 milhas em um trecho.

#8 – Qual a regra para acumular milhas?

Originalmente era assim: cada milha voada, era uma milha ganha. Ou seja, se ir da cidade A para a cidade B tinha mil milhas de distância você ganhar 1000 milhas. Fácil assim.

PORÉM, não poderiam deixar tão fácil assim…

Podem reduzir ou aumentar as milhas:

  • A categoria do ticket que você comprou – econômica, promocional, light, busines whatever…
  • A sua categoria no programa de milhagem
  • O fato de ser uma empresa parceira ou de ser uma empresa “oficial” do programa. Ex. A Gol é a cia oficial da Smiles, e a Delta e KLM são parceiras.

Normalmente, para cada um dos casos acima, tem uma regra. Um % de desconto ou um multiplicador das milhas.

Tem ainda os programas criativos, que só mantiverem o nome “milhas”, mas calculam os pontos em função do valor pago. Desvirtuou um pouco o negócio, mas eu acho relativamente justo.

Ah… é possível acumular milhas com locação de carro, hospedagem, compras de produtos etc. Mas aí amigo, não existe regra meeeeesmo, cada programa trabalha de uma maneira.

#9 – Qual a regra para utilizar as milhas?

Os programas de milhagem sérios, tem tabelas. Os outros mudam as regras todos os dias. Aqui o link para o exemplo da Aadvantage que é certamente meu plano favorito.

No geral, vale mais a pena utilizar para resgatar voos. Mas sempre existe a opção de comprar produtos, alugar carro e ficar em hoteis. Quando alguma parte das minhas milhas vão expirar, normalmente eu troco por produtos.

Conclusão

Cadastre-se agora nos principais planos de milhagem e pare de rasgar dinheiro 🙂

Mais sobre esta viagem...

Homero Carmona

Blogueiro desde 2008, ano em que fez seu primeiro intercâmbio e começou a viajar por aí! Atualmente coleciona mais de 40 países no seu passaporte e sonha conhecer todos os 200 e poucos por este mudão a fora... Seu hobby é fazer com que mais gente viaje, todo dia, cada dia mais!

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